CURSO: TÉCNICO ADMINISTRATIVO (REACTIVAR)
NOME: ILDA MARIA RODRIGUES OLIVEIRA
N.º ______
ANO LECTIVO: 2010 - 2011
Inserido no tema “Ciência e Controvérsias Públicas” propomos-lhe uma abordagem sobre “O Homem no Espaço”. Assim, após selecionar os itens que mais lhe interessam, elabore um trabalho escrito em WORD, que utilize imagens e que responda às questões/solicitações de seguida apresentadas.
“O Homem no Espaço”
SOCIEDADE
Tipo I – Identifique as Teorias Geocêntrica e Heliocêntrica.
Tipo II – Apresente uma explicação para o facto da Teoria Geocêntrica ter permanecido indiscutível durante séculos.
Tipo III – Reflectindo sobre as contribuições dadas por Aristóteles, Aristarco, Ptolomeu, Copérnico e Galileu no que respeita ao nosso posicionamento no Universo, mostre que a construção do conhecimento científico não é linear.
Teoria geocêntrica baseia-se na hipótese de que a Terra estaria parada no centro do universo com os corpos celestes inclusive o Sol, girando ao seu redor.
Teoria heliocêntrica baseia-se na teoria que diz que o sol está estacionário no centro do universo.
A teoria do universo geocêntrico ou geocentrismo é o modelo cosmológico mais antigo. Na Antiguidade era raro quem discordasse dessa visão. Entre os filósofos que defendiam esta teoria, o mais conhecido era Aristóteles. Foi o matemático e astrónomo grego Claudius Ptolomeu (78-161 d.C.) quem, na sua obra "Almagesto", deu a forma final a esta teoria, que se baseia na hipótese de que a Terra estaria parada no centro do Universo com os corpos celestes, inclusive o Sol, girando ao seu redor. Essa visão predominou no pensamento humano até o resgate, feito pelo astrónomo e matemático polaco Nicolau Copérnico (1473-1543), da teoria heliocêntrica, criada pelo astrónomo grego Aristarco de Samos (310-230 a.C.).
Em astronomia, heliocêntrico é a teoria que o Sol está estacionário no centro do universo. A palavra vem do grego (ήλιος Hélios = sol e κέντρον kentron = centro). Historicamente, o heliocentrismo era oposto ao geocentrismo, que colocava a Terra no centro. Apesar das discussões da possibilidade do heliocentrismo datarem da antiguidade clássica, somente 1.800 anos mais tarde, no século XVI, que o matemático e astrónomo polaco Nicolaus Copernicus apresentaram um modelo matemático preditivo completo de um sistema heliocêntrico, que mais tarde foi elaborado e expandido por Johannes Kepler.
TECNOLOGIA
Tipo I – Identifique duas tecnologias utilizadas na exploração do espaço.
Tipo II – Caracterize as duas tecnologias indicadas na questão anterior.
Tipo III – Descreva da Estação Espacial Internacional de que forma a tecnologia está presente na vida no interior
A tecnologia está presente em vários sistemas no interior da estação espacial internacional
Fornecimento de energia cv
A fonte de energia eléctrica da estação espacial internacional é o sol: luz é convertida em electricidade através de painéis solares. Antes do voo de montagem 4A a única fonte de energia eram os painéis solares dos módulos russos Zarya e Zvezda. O segmento russo da estação usa um sistema de 28 Volts. No resto da estação a electricidade é obtida através de painéis solares anexados as extremidades de sua estrutura modular (ISS Main Truss Structure) a uma tensão que varia entre 130 a 180 Volts. A energia é estabilizada e distribuída a 160 Volts e então convertida para 124 volts. A energia pode ser trocada entre os dois segmentos da estação usando conversores, isto é essencial desde o cancelamento da Plataforma Russa de Ciência e Energia. O segmento russo dependerá dos painéis solares norte-americanos para suprir sua demanda de energia eléctrica.
Os painéis solares normalmente rastreiam o sol para maximizar a sua performance. Cada painel tem uma área de aproximadamente 375 m² e 58 metros (190 pés) de comprimento. Na sua configuração completa, os painéis solares rastreiam o sol durante cada órbita ao redor da Terra rodando o motor alfa no sentido vertical em relação a estação, enquanto o motor beta ajusta seu ângulo do sol a partir do plano orbital da estação em relação a Terra. No entanto, antes que a estrutura modular estivesse montada, os painéis estavam temporariamente em posição perpendicular em suma orientação final, e nessa configuração, o motor beta era usado como o principal meio de rastreio do sol. Outra ligeiramente diferente opção de rastreio, o modo Planador Nocturno, pode ser usada para reduzir ligeiramente o arrasto da estação alinhando os painéis solares no limite do vector de velocidade.
suporte de VIDA E CONTROLE AMBIENTAL
O Sistema de Suporte a Vida e Controle Ambiental (ECLSS - Environmental Control and Life Support System) provê ou controla elementos como pressão atmosférica, nível de oxigénio, água, extinção de incêndios, além de outras coisas. O sistema Elektron gera o oxigénio a que circula a bordo da estação. A mais alta prioridade para o sistema de suporte a vida é a manutenção de uma atmosfera estável dentro da Estação, mas o sistema também colecta, processa e armazena lixo e água produzida e usada pela tripulação. Por exemplo, o sistema recicla fluidos do banheiro, chuveiro, urina e condensação. Filtros de carvão activado são os primeiros métodos para remoção de produtos do metabolismo humano no ar.
Controlo de orientação
O controlo de orientação da Estação é mantido através de dois mecanismos. Normalmente, um sistema usando giroscópios de controlo de momento (CMGs - Control moment gyroscopes) mantém a Estação orientada, com o laboratório Destiny na frente do módulo Unity, a estrutura P a bombordo e o módulo Pirs apontado para a Terra. Quando o sistema de giroscópios se torna saturado, ele pode perder a habilidade de controlar a orientação da estação. Neste caso, o sistema Russo de controlo de orientação é preparado para assumir automaticamente, usando retro foguetes para manter a orientação da Estação e permitindo assim a dessaturação do sistema de giroscópios americano. Este procedimento foi usado durante a missão STS-117 enquanto a estrutura S3/S4 estava sendo instalada.
Controlo de altitude
A Estação Espacial Internacional é mantida em órbita numa altitude limite mínima e máxima de 278 a 460 km. Normalmente o limite máximo é de 425 km para permitir manobras de encontros para espaço naves Soyuz. Devido a Estação estar em constante queda por causa do arrasto atmosférico e queda do efeito de gravidade, ela precisa ser impulsionada para altitudes mais elevadas várias vezes durante o ano. Um gráfico de altitude sobre o tempo mostra que a Estação cai a uma razão de 2,5 km por mês. O impulso pode ser feito por dois foguetes do módulo Zvezda, por uma nave Progress ou pelo Veículo de Transferência Automático (ATV) da ESA e leva aproximadamente duas órbitas (três horas) em cada impulso para vários quilómetros acima. Enquanto em construção é relativamente fácil voar grandes cargas para a Estação Espacial. Normalmente após o lançamento, uma espaço nave requer dois dias para realizar a manobra de aproximação e atracar.
Comunicação
Os diversos sistemas de comunicação usados pela EEI
A radiocomunicação é essencial para a operação da EEI, providenciando dados de telemetria e científicos entre a estação espacial e os Centros de Controle de Missão espalhados pelo planeta. Ligações de rádio também são usadas durante procedimentos de aproximação e para a comunicação entre tripulantes da estação, e deles com os controladores de voo e familiares em terra. Como resultado disso, a EEI está equipada com uma quantidade diversificada de sistemas internos e externos de comunicação, usados para diferentes propósitos.
O primeiro equipamento de comunicação lançado com a estação foi o sistema russo Regul de VHF, que transmitem dados de telemetria e outros do Segmento Orbital Russo para o Controle de Missão da Agência Espacial Federal Russa em Moscou via uma rede de estações de recebimento de dados em terra e através de satélites dos sistemas Altair e Molniya. Os dados saem da estação através de uma antena de rádio montada no Módulo Zvezda. A comunicação entre os módulos é feita através de cabos telefónicos de cobre[11][12]
O segmento americano faz uso de duas ligações de rádio que estão montados na Estrutura Integrada Z1: um sistema de Banda S (usado para transmissão de sinal de áudio) e um sistema de Banda Ku (usado para transmissão de áudio, vídeo e dados). Essas transmissões são direccionadas através do sistema americano de satélites de rastreamento e transmissão de dados localizados em órbita geoestacionária, permitindo uma continuidade de transmissão contínua quase em tempo real com o Centro de Controlo de Missão da NASA em Houston. O sistema pode também ser utilizado para transmitir dados entre os Centros de Controle americano e russo através de uma linha de telefone permanente Canais de dados do braço robótico Canadarm2, do laboratório Europeu Columbus e do laboratório Japonês Kibō são direccionados via sistemas de Bandas S e Ku, além de eventualmente os sistemas europeu e japonês de satélites de transmissão de dados auxiliarem o sistema americano nesta tarefa. As comunicações entre os módulos são realizadas através de uma rede digital sem fios (Rede wireless).
CIÊNCIA
Tipo I – Indique a constituição do Sistema Solar.
- Uma Estela, o Sol.
- Cometas
- Asteróides
- Satélites naturais
- Planetas principais
- Planetas anões
O Sistema Solar é constituído por oito planetas principais:
Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno. Existem também planetas anões, como Plutão, Éris, Ceres, e mais recentemente Haumea e Makemake.
Existem ainda planetas secundários, ou luas, conhecidos ainda como Satélites Naturais.
Tipo II – Vénus é o planeta mais quente do Sistema Solar apesar de não ser o mais próximo do Sol. Apresente uma explicação para este facto.
VÉNUS
Paisagem de Vénus, fruto da fantasia de um pintor. Sabe-se que no passado Vénus sofreu uma intensa actividade vulcânica e pensa-se que ainda poderá ocorrer a expulsão de gases e de lava.
Vénus, o segundo planeta do sistema solar por ordem de distância ao Sol, é o que pode aproximar-se mais da Terra e o astro mais luminoso do nosso céu, depois do Sol e da Lua. A órbita que o planeta percorre em 225 dias é praticamente circular. A rotação sobre o seu eixo é extremamente lenta, com um "dia" que dura quase 243 dias terrestres, efectuando-se em sentido retrógrado ao contrário dos outros planetas rochosos do Sistema Solar.
A superfície deste planeta é um verdadeiro inferno, com uma pressão atmosférica 90 vezes superior à da Terra e uma temperatura de 500º C, devido ao “efeito de estufa”. A sua atmosfera compõe-se, quase por inteiro, de dióxido de carbono (CO2), com um pouco de nitrogénio.
Tipo III – Poderá a Ciência contribuir para que um dia seja possível à espécie humana habitar o planeta Marte? Apresente exemplos na sua fundamentação
MARTE
Marte, ao lado, numa montagem fotográfica, a partir de imagens captadas pela sonda “Viking Orbiter” da NASA. É o resultado da composição de mais de uma centena de imagens, obtidas quando a sonda girava a 32.000 km da superfície do planeta.
Conhecido pela sua característica coloração avermelhada, o planeta gira em volta do Sol a uma distância média de 228 milhões de quilómetros. A sua trajectória é marcadamente elíptica, demorando 686,98 dias para dar uma volta completa em redor do Sol e o seu plano orbital tem uma inclinação de apenas 1,86º em relação à órbita terrestre. Acompanham-no no seu movimento de revolução dois pequenos satélites (Deimos e Fobos) descobertos em 1877.
Sendo o mais exterior dos planetas rochosos, é um pequeno e árido globo de atmosfera ténue, cuja estrutura interna ainda não é bem conhecida. No entanto, através da densidade média, do achatamento polar e da velocidade de rotação, é possível deduzir que o planeta tem um núcleo de ferro e de sulfato de ferro com cerca de 1.700 km de raio, e uma crosta com cerca de 200 km de espessura.
Cientistas da NASA anunciaram possíveis evidências de vida em Marte ao examinarem fragmentos de um meteorito, o ALH84001, oriundo daquele planeta, e que foi encontrado na Antárctida. O meteorito foi fracturado e achou--se resíduos de hidrocarbonetos aromáticos policlínicos, que são substâncias orgânicas, assim como glóbulos de carbonato. Esses glóbulos são muito semelhantes, em textura, tamanho e composição, aos precipitados inorgânicos provocados por bactérias na Terra. A equipe de cientistas, liderados pelo David S. McKay e Everett K. Gibson, do Centro Espacial da NASA "Lyndon B. Johnson", em Houston, Texas, inclui investigadores altamente respeitados da Universidade da Georgia, da Universidade Stanford, e da Universidade McGill, do Canadá. A conclusão deles (cautelosa, de início), é de que a melhor explicação para esses glóbulos é a formação biogénica, ou seja, a partir da actividade de organismos vivos. Como o meteorito ALH84001 é muito antigo (dois bilhões de anos), a hipótese é de que a vida teria florescido em Marte em condições mais favoráveis do que a actual, com água e atmosfera, o que concorda com a evidência geológica.
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